Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Gaddafi

No dia da morte de Muammar Gaddafi, minha única pergunta é: por que a morte desse indivíduo foi considerada tão importante?
Pra mim não foi. Era um dos últimos representantes do nacionalismo árabe, aquele movimento que empolgou tanta gente ao desafiar o imperialismo norte-americano para fazer com que a dinheirama do petróleo ficasse em casa para desenvolver seus países, e ao fim degenerou em ditaduras. Ninguém que tenha um mínimo de bom senso negará que esse projeto fracassou. Bloqueou o imperialismo, mas não conteve a força da aliança EUA-Israel e, pior, levou a regimes como os que estão caindo agora.
Me surpreende que pessoas que se consideram progressistas lamentem regimes como esses. Fizeram sentido um dia, mas francamente... hoje? Quem em sã consciência pode achar que Gaddafi, Mubarak, Asad, Hussein e outros do gênero representam os oprimidos terceiro-mundistas?
Tampouco entendo o discurso conservador, que pretende apresentar a conta das barbaridades desses indivíduos para a esquerda. Como se ao termos uma postura anti-imperialista fossemos culpados pelos crimes desses caras. Sinto muito, mas essa conta não é nossa.
Lamento pelos esquerdistas infantis que defenderam os Gaddafis da vida. Também lamento pelos direitistas igualmente infantis que usam o fim desse regime inominável como uma derrota da esquerda.
Por mim não há pessoa de bem que não agradeça pelo fim disso tudo. A preocupação é o que vem em seguida. Aí sim vale a pena discutir. O que passou graças a deus passou.